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Vistos de turismo dos EUA já custam até US$ 20 mil de garantia: Brasil não está na lista, por enquanto - 02/10/26


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Os Estados Unidos estão tornando mais difícil, ainda que temporariamente, a entrada de alguns estrangeiros no país justamente quando o turismo internacional dá sinais de enfraquecimento. Desde 3 de agosto, o governo americano tornou permanente o programa que permite exigir uma caução de até US$ 20 mil, cerca de R$ 105 mil, de determinados solicitantes dos vistos B1 e B2. A medida já alcança cidadãos de 50 países e, por enquanto, não inclui o Brasil.


A lógica é migratória: o valor funciona como garantia de que o visitante deixará o país dentro do prazo autorizado e pode ser devolvido ao fim da viagem. O efeito econômico, porém, é outro. Exigir que o viajante tenha até US$ 20 mil disponíveis cria uma barreira de entrada que pode pesar na decisão de viajar, mesmo que o dinheiro não seja efetivamente gasto.


A experiência do programa mostra o potencial desse impacto. Nos dez primeiros meses do projeto-piloto, a emissão de vistos B1 e B2 caiu 83% entre os países submetidos à exigência, segundo dados apresentados durante a regulamentação. O número não permite atribuir toda a queda à caução, mas indica que uma exigência financeira desse porte pode mudar o comportamento dos viajantes.


A discussão ganha peso diante do cenário do turismo americano. As viagens internacionais aos Estados Unidos recuaram 4,3% no acumulado de 2026 até junho, segundo dados preliminares citados pela U.S. Travel Association, que já demonstrou preocupação com uma eventual ampliação da política.


"O Brasil segue fora da lista e não há indicação oficial de mudança. O ponto de atenção está no fato de que a caução deixou de ser um experimento e passou a integrar permanentemente as ferramentas da política migratória americana. Para o turismo, isso significa conviver com a possibilidade de novas barreiras justamente quando o setor precisa recuperar visitantes estrangeiros", explica Fabiano Rocha, CEO e fundador da Jumpstart.


No fim, a disputa envolve duas prioridades que nem sempre caminham juntas. O governo quer reduzir o descumprimento das regras migratórias, enquanto hotéis, companhias aéreas, restaurantes e demais empresas dependem de um fluxo crescente de visitantes. Se a capacidade de pagar uma caução passar a pesar na decisão de viajar, uma política criada para controlar a imigração pode acabar também selecionando quem consegue fazer turismo nos Estados Unidos.


Jumpstart

A Jumpstart é especializada em assistência imigratória personalizada para fundadores, pesquisadores e empreendedores. Com metodologia estatística, inteligência artificial e revisão jurídica, desenvolveu uma metodologia exclusiva respaldada por uma garantia de aprovação ou reembolso para os vistos O-1. Essa abordagem permite prever as chances de aprovação, agilizar os processos e traz mais segurança para os imigrantes. A Jumpstart também oferece os principais pedidos de visto, incluindo EB-1A, EB-2 NIW, E-2, L-1 e H-1B.



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