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Inovação frugal e a transformação dos discursos sobre ESG em ações - 02/08/21

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As práticas de ESG (Environmental, Social e Governance - ou em português Ambiental, Social e Governança) estão cada vez mais relevantes no meio empresarial e governamental. O conceito abrange iniciativas sustentáveis, comprometidas em diminuir impactos negativos no meio ambiente e sociedade, bem como uma gestão transparente, com políticas anticorrupção e bem-estar dos colaboradores.

A pressão por transparência vem também de stakeholders nas mais diversas áreas, incluindo organizações não governamentais e grupos ativistas que têm visado às grandes corporações com o objetivo de promover maiores mudanças.

Mas, quais têm sido as metas e as métricas utilizadas pelas organizações para tirar seus planejamentos sustentáveis do papel e fazê-los, de fato, virarem realidade?

Balanço divulgado recentemente pela Fundação Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais aponta que, entre 2019 e 2020, houve aumento da taxa de desmatamento em 10 estados brasileiros (AL, CE, ES, GO, MS, RJ, RN, RS, SC e SP).

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, o número de brasileiros pobres, que passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês, saltou de 9,5 milhões em agosto de 2020 para mais de 27 milhões em fevereiro de 2021.

Já de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país chegou a 14,7% no 1º trimestre de 2021, atingindo mais de 14,8 milhões de pessoas.

Claro que esses números também são reflexos dos efeitos causados pela pandemia da Covid-19, a qual pegou o mundo todo de surpresa e sem qualquer plano de ação pronto para aplicar.

Porém, é exatamente diante desse cenário tão desafiador que as práticas de ESG se fazem ainda mais urgentes e necessárias de serem implementadas não só para superarmos a atual crise, como construirmos um legado de iniciativas concretas ao melhor estilo da metodologia SMART (sigla em inglês para específico, mensurável, atingível, relevante e temporal).

Lembrando que o comprometimento com às práticas de ESG não é algo apenas para grandes empresas e, nem tampouco, somente para micro e pequenos empresários. Mas, sim, para todas e quaisquer organizações que queiram criar um impacto positivo na sua cadeia de valor e nos seus resultados, colaborando e contribuindo com todo o ecossistema do mercado.

A estratégia da Inovação Frugal, por exemplo, é uma forte aliada nesse processo, permitindo a criação de soluções simples, rápidas e eficientes que utilizem poucos recursos e atendam tanto às necessidades sociais quanto empresariais.

De acordo com estudo realizado pela Boston Consulting Group, já há evidências de que o desempenho de uma empresa em relação aos fatores ambientais, sociais e de governança (ESG) contribui para o sucesso do negócio. E a velocidade com que essas iniciativas vêm se tornando concretas também está aumentando cada vez mais.

Aliás, há vários fatores que estão por trás desse aumento na velocidade. Eles incluem maior disponibilidade de dados e as demandas relacionadas por transparência, mudanças nas expectativas da sociedade à medida que a consciência pública sobre os desafios sociais e ambientais aumenta e a crescente influência dos investidores à medida que integram fatores ASG aos processos de investimento convencionais. Em 2020, mais de 10 mil empresas aderiram ao ESG globalmente, e a tendência é que o número continue crescendo de forma exponencial nos próximos anos.

Hoje em dia, graças à tecnologia, já existem plataformas que ajudam a mensurar de maneira efetiva as boas práticas de ESG, funcionando como um conjunto de soluções inteligentes que conectam dispositivos físicos e lógicos à uma visão corporativa.

Baseadas em soluções de IoT (Internet of Things – ou em português “Internet das Coisas”), Big Data Analytics e nuvem, tais plataformas, entre outras coisas, habilitam a sustentabilidade e gerenciamento de energia para serviços públicos, fábricas inteligentes, cidades inteligentes e infraestrutura inteligente.

A combinação de poderosos recursos de análise e monitoramento de dados em tempo real oferecidos por plataformas na nuvem, com os recursos globais em serviços de TI, resulta em uma solução completa de Sustentabilidade IoT que agrega valor seja para plantas industriais, seja para os setores comercial e de serviços.

A tendência é que, daqui para frente, as empresas considerem a tecnologia uma aliada indispensável na busca por soluções sustentáveis e eficientes, em todas as escalas da economia. O que, à primeira vista, pode até parecer utopia. Mas, acredite: além de ser possível, já é real.

Adriano Candido, diretor de Ofertas e Inovação na Softtek Brasil.



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