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Cartaz do filme Putain D
Cartaz do filme Putain D'amour

Putain D’amour, um filme de Prisci La Guedes - 02/10/13

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São Paulo, Setembro de 2013 – O silêncio pode dizer muito mais do que diálogos, que contam histórias inteiras, até as respirações podem expressar emoções profundas. Com esse estilo, a cineasta Prisci La Guedes produziu, roteirizou, fotografou e dirigiu o curta-metragem de ficção Putain D’amour e suas fotografias para expressar dramas urbanos.

Com gravação no Bairro Alto, Centro Antigo de Lisboa, a história, que possui pouco diálogo, gira em torno de José, um ex-cego que recupera a visão e passa a ter um novo olhar do mundo. “Gosto muito de trabalhar com narrativas transpassadas através das imagens, da luz, da atuação dos atores, dos olhares, gestos e trejeitos”, conta Prisci La Guedes.

Quanto à linguagem cinematográfica, no mundo cada vez mais tecnológico, a cineasta deixou de lado o digital e optou por utilizar câmeras de super 8mm, com película em preto e branco e grãos acentuados. “A meu ver, esse tipo de câmera combina muito com as ruas de pedras portuguesas e paralelepípedos tortos, do Bairro Alto. O preto e branco exaltou ainda mais a beleza da pele dos atores. Tem a ver com o jeito de fazer cinema do português,” conta a cineasta.

Prisci La Guedes optou por trabalhar com profissionais que tinham o vocabulário técnico local, pois acredita que uma equipe reduzida simplifica as relações humanas e facilita a direção dos atores, que em determinados momentos, dialogam apenas com olhares. “Inspiro-me muito na "Nouvelle Vague" e "Les films D'auteur", onde a luz do sol é priorizada, a câmera é, na maior parte do tempo, na mão, as equipes são compactas e compostas de profissionais multi-postos”, explica Prisci La Guedes, que escreve histórias com escolhas técnicas e conceitos minimalistas, textos simples, mas cheios de significados.

Priscila conta que o público tem mandado muitas mensagens de apoio ao título do curta, Putain D’amour, que traduzindo para o português do Brasil, seria o amor é foda e confessa ter hesitado na escolha, pois ao mesmo tempo em que o país tem os menores biquines do mundo, os tabus acontecem. “Nunca recebi tantas mensagens positivas e encorajadoras, relacionadas ao título de um filme”, revela a diretora.

Putain D’amour é o primeiro filme da série Contos da Coceira, que é composta por sete curtas-metragens de ficção. São dramas pessimistas e inspirados no estilo do escritor Nelson Rodrigues.

SINOPSE
José é um ex-cego que recupera a visão após uma cirurgia. Maria, sua bela amada, retira o curativo daqueles olhos dos quais tanto já desejou ser vista. Ela tem esperanças e ele queria muito voltar a ver, mas não contava que a vida tivesse mudado tanto, desde as suas últimas imagens vistas e guardadas na memória. Ela nunca imaginou que ele tomasse uma atitude tão drástica para apaziguar o seu novo olhar diante do mundo.

CATEGORIA
Curta-metragem de ficção

ELENCO
Manoel Casimiro David André
Isabel Martins Novo

DURAÇÃO
5 minutos

FICHA TÉCNICA
Direção e Roteiro: Prisci La Guedes
Assistente de Direção: Diana Serrão
Assistentes de câmera: João Abel Ges e Lorraint Simões
Assistente de luz: Lorraint Simões
Montagem: Daniel Correia
Direção de Fotografia: Prisci La Guedes
Produção: Opening Night Films - Paris - NY
Direção de Marketing: Léo Almeida
Super 8mm

Sobre Prisci La Guedes
Nascida e criada no Rio de Janeiro, Priscila trocou a graduação em Relações Internacionais pelos estudos em Artes Visuais na Escola Nacional de Belas Artes. Mais do que uma cineasta e artista visual, Priscila se tornou uma artista multimídia contemporânea, realizando obras e filmes onde a distinção entre cênica, plástica, poético, provocador e sensorial nem sempre podem ser feitas. A cineasta se formou em Marselha, na França, em cinema, se especializou em imagem cinematográfica com estágios de aprofundamento na PANAVISION Marseille e TSF (principal fornecedora de equipamentos de iluminação para o mercado cinematográfico francês) e trabalhou como assistente de direção e direção de fotografia em curtas-metragens, canais de televisão renomados como France 3, France 2 e Canal Plus, longas-metragens franceses, entre eles, Camille Claudel 1915, do diretor Bruno Dumont, com a famosa atriz Juliette Binoche. Também estudou e morou em países como Suíça e Portugal. Já realizou sete curtas-metragens de vídeo arte e ficção, um documentário de média-metragem, e produziu mais de 50 filmes nacionais e internacionais de diretores envolvendo Brasil, Bélgica, Estados Unidos, Cuba, Suíça.



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