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Amamentar por 6 meses ou mais protege contra o câncer de mama - 18/05/15

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Muito se fala sobre a proteção que o aleitamento materno oferece o contra câncer de mama. Dois estudos recentes reforçam esse posicionamento.

Primeiro estudo

O primeiro foi um relatório anual dos casos de câncer de mama, entre 1975 e 2011, publicado no Journal of the National Cancer Institute, com dados da American Cancer Society (ACS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC), National Cancer Institute (NCI) e North American Association of Central Cancer Registraties (NAACR), avaliando a incidência da doença, baseada em estatísticas nacionais.

Entre os tipos de câncer analisados, o subtipo de pior prognóstico é conhecido como triplo-negativo (HR-/HER2-), mais comum em mulheres jovens. Ele é o segundo mais frequente entre mulheres negras não-hispânicas (13%), em todas as faixas etárias.

“O estudo mostra que ter sido mãe (paridade) protege contra o tipo HR+ / HER2- e que o aleitamento materno oferece proteção contra o câncer triplo-negativo de mama. Mas a paridade sem aleitamento materno parece aumentar o risco de câncer de mama triplo-negativo nessas mulheres”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).

Embora não tenha sido avaliado o impacto do aleitamento em qualquer outro tipo específico de câncer de mama, o estudo recomenda a criação de programas de saúde pública para se reduzir as taxas de câncer de mama triplo-negativo em mulheres negras nessa população.

Segundo estudo

Já o outro estudo, também publicado no Journal of the National Cancer Institute, realizado nos Estados Unidos, com 1636 mulheres que participaram de 2 estudos ( coortes), documentou 383 casos de reincidência e 290 mortes por câncer de mama (subtipos mais frequentes - luminal A, luminal B entre outros), durante um acompanhamento médio de 9 anos.

Esses dados foram coletados dos prontuários dessas pacientes, bem como dados sobre sua história em aleitamento materno em questionários bem detalhados.

O subtipo luminal A apresenta, com relação aos demais, o melhor prognóstico. Na sua maioria, são tumores de baixa malignidade e apresentam resposta inferior à quimioterapia, enquanto tumores luminais B apresentam maior proliferação e são, muitas vezes, de alto grau de malignidade.

Segundo Chencinski, “o estudo apontou para uma diminuição de 30% no risco de reincidência e de 28% no risco de morte entre as mulheres que amamentaram. Quando o tempo de amamentação era superior a 6 meses, a proteção era maior. Os autores observaram que mulheres que amamentaram tinham mais probabilidade de ter o câncer de mama subtipo luminal A, que é menos agressivo, e que o aleitamento materno pode ter levado os tumores, através de alguns mecanismos, a serem mais responsivos ao tratamento antiestrogênico (adequado para o caso)”, explica o médico.

Câncer de mama no Brasil

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), válidos para 2014 e 2015, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,09 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste (71,18/ 100 mil), Sul (70,98/ 100 mil), Centro-Oeste (51,30/ 100 mil) e Nordeste (36,74/ 100 mil). Na região Norte, é o segundo tumor mais incidente (21,29/ 100 mil).

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama são bem conhecidos, como: envelhecimento, fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, exposição à radiação ionizante e alta densidade do tecido mamário (razão entre o tecido glandular e o tecido adiposo da mama).

“A idade continua sendo um dos mais importantes fatores de risco. As taxas de incidência aumentam rapidamente até os 50 anos. Após essa idade, o aumento ocorre de forma mais lenta, o que reforça a participação dos hormônios femininos na etiologia da doença. Cerca de quatro, em cada cinco casos, ocorrem após os 50 anos”, informa o médico.

A história familiar de câncer de mama está associada a um aumento no risco de cerca de duas a três vezes para o desenvolvimento desse tipo de neoplasia. Alterações em alguns genes, por exemplo, BRCA1 e BRCA2, aumentam o risco de desenvolver câncer de mama, embora essas mutações sejam raras e contribuam para uma parcela mínima de casos de câncer de mama. Cerca de nove em cada 10 casos ocorrem em mulheres sem história familiar.

“Amamentação, prática de atividade física e alimentação saudável com a manutenção do peso corporal estão associadas a um menor risco de desenvolver esse tipo de câncer. A prevenção primária dessa neoplasia é um campo de pesquisa e de intervenções bastante promissor. Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados por medidas como uma alimentação saudável, prática de atividade física regular e manutenção do peso ideal”, observa o pediatra Moises Chencinski.

No Brasil, a mamografia bienal para mulheres entre 50 a 69 anos e o exame clínico das mamas anualmente, a partir dos 40 anos, é a estratégia recomendada para a detecção precoce do câncer de mama em mulheres com risco padrão. “Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama (com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau), recomenda-se o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos”, diz o médico.

Nos últimos três anos, o INCA e o Ministério da Saúde vêm ampliando a estratégia de “estar alerta” à população feminina e aos profissionais de saúde. Essa estratégia de comunicação preconiza que todas as mulheres devem conhecer os principais fatores de risco para o câncer de mama, a idade de maior risco de ocorrência da doença e seus mais frequentes sinais e sintomas. Também recomenda que as mulheres, ao identificarem tais sinais e sintomas, procurem imediatamente um serviço de saúde para esclarecimento diagnóstico. “Portanto, conhecer as formas de prevenção da doença, como o aleitamento materno, é essencial”, diz Moises Chencinski.

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Márcia Wirth
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