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Sexta-Feira, 10 de Setembro de 2010
 

Cloud computing representa 30% da receita da NFe do Brasil - 09/03/10

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Com investimento de R$ 15 milhões, a companhia utiliza computação em nuvem para promover “inclusão fiscal” e facilitar o cumprimento da obrigatoriedade de emissão de notas eletrônicas

A NFe do Brasil, especialista em soluções com inteligência fiscal eletrônica, oferece serviços de emissão, gerenciamento e armazenamento seguro dos documentos fiscais valendo-se de recursos tecnológicos de “cloud computing”, ou computação em nuvem. Desde o início do projeto, em 2006, a companhia já investiu R$ 15 milhões no desenvolvimento de software, de hardware - HSM (Host Secure Module) - e em parcerias com diversos data center em todo o Brasil.

Nesse ano, a solução Cloud NF-e representará 30% da receita da NFe do Brasil. Já as vendas de HSM’s e licenças de software ficam com 70% da fatia. “Nosso objetivo é inverter esses números nos próximos dois anos, reforçando parcerias em pontos estratégicos do país, assim o cliente se beneficia do uso da infra-estrutura que melhor atender a sua demanda de qualidade e custo”, comenta Marco Antonio Zanini, diretor geral da NFe do Brasil. A solução oferecida pela companhia consiste no compartilhamento das ferramentas (software, assinatura digital, links de comunicação e impressoras) pela interligação dos sistemas via internet, ao invés de armazenar em servidores internos.

A computação em nuvem refere-se à oferta de software via internet, na forma de serviços, sem a necessidade de adquirir licenças de programas ou equipamentos caros como computadores com grande capacidade de processamento. Dessa forma, empresas de todos os tamanhos e orçamentos de tecnologia passam a ter acesso as mais modernas soluções fiscais para adequação à obrigatoriedade de emissão de notas fiscais eletrônicas até 2010, de acordo com o projeto Sped do Governo Federal. As pequenas e médias companhias, que possuem restrição orçamentária para investir em tecnologia, são as mais beneficiadas pela estratégia.

A NFe do Brasil oferece por meio de um ambiente web, protegido por login e senha, soluções no modelo serviço com pagamento mensal, de acordo com a quantidade de notas fiscais eletrônicas emitidas. Além de gerar e transmitir para a SEFAZ o documento fiscal, o cliente gerencia seus dados e tem os documentos armazenados em um data center por cinco anos, conforme orientação legal. O certificado digital, arquivo que valida a procedência do documento, também é armazenado pela NFe do Brasil em um hardware dedicado e com várias funcionalidades de segurança. Gerar, emitir, rastrear, confirmar e armazenar a emissão de uma nota fiscal eletrônica tornam-se processos mais rotineiros e transparente, já que os sistemas se integrarão na nuvem.

Para Marco Zanini, a computação em nuvem é revolucionária já que permite ao usuário escolher a melhor e mais adequada solução à sua necessidade. A idéia de SAAS (software as a service) agrega ainda a possibilidade de se pagar somente quando e quanto utilizar. “Com o cloud computing, o poder de processamento sai dos servidores internos para se concentrar em data centers externos. Milhões de pequenas e médias empresas se beneficiarão. Esperamos ajudar a promover uma verdadeira inclusão fiscal”, diz executivo.

Os usuários terão acesso a recursos de armazenamento online que reduzirão gastos de gerenciamento. De uma forma prática, as empresas passam a ter mais liberdade, deixando de se preocupar com o processo, curso e guarda do documento fiscal. O executivo explica que a proposta é popularizar a adoção e gestão das soluções fiscais e tecnológicas que devem ser adotadas. Outra vantagem desse modelo é que ele não exige que a companhia adquira equipamentos potentes para acessar as aplicações.

“Como a parte mais pesada do processamento fica na nuvem, o cliente só precisa de um browser e uma conexão à internet. O uso desse modelo é mais viável para as empresas porque não precisam dispor de nenhuma infra-estrutura física e de serviços de gerenciamento internos. Os usuários passarão a fazer mais, gastando menos. É a verdadeira democratização do uso dos recursos de TI”, complementa Zanini.



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