Crise x Emprego : Uma busca constante para permanência no mundo do trabalho - 22/05/09(Indique - Contato)
A sociedade contemporânea vem passando por grandes e rápidas transformações. Essa situação pode propiciar oportunidades e crises e, para atender a todas essas demandas não basta apenas o “desejo” de ser o melhor, claro que esse anseio é importante, porém, só ele não é suficiente. Nesse sentido verifica-se a importância dos estudos e da formação continuada, uma vez que não é possível aprender tudo sobre uma determinada profissão, processo ou procedimento em um único curso. Diante do cenário apresentado, foi realizado um estudo com o objetivo de verificar o nível de aperfeiçoamento profissional em tempos de crise.
A presente pesquisa foi aplicada em uma amostra de 500 pessoas, da qual foram validados 475 questionários por se tratar de pessoas economicamente ativas, com faixa etária entre 17 e 60 anos.
Ao serem entrevistados sobre os cursos de aperfeiçoamento realizados nos últimos 12 meses, 38% realizaram de 2 a mais cursos, 37% realizaram 1 curso e 24% não realizaram nenhum curso.
Após a análise dos dados verificou-se que: o estado civil das pessoas não ocasiona impacto na quantidade de cursos, pois tanto os casados como os solteiros procuram se aperfeiçoar, e que tanto as mulheres como os homens participam de cursos de aperfeiçoamento, mas, as mulheres são as que possuem maior escolaridade de nível superior com mais de 32%, os entrevistados com idade entre 23 e 34 anos foram os que mais fizeram cursos nos últimos 12 meses, enquanto que os abaixo de 23 e acima de 45 são os que menos participam, sobre essa questão podemos avaliar que os primeiros ainda em fase escolar possuem pouca maturidade ou oportunidades para participarem de cursos profissionais, ao contrário do segundo grupo.
Quanto à área de atuação, os profissionais que atuam na área de serviços referem a mais de 34%, seguidos dos profissionais que atuam na indústria com 31%, são os que mais participaram de cursos nos últimos 12 meses.
Outro dado interessante é a relação salarial com a frequência de capacitações realizadas, ao analisar o salário e a quantidade de cursos efetuados confirmou-se o que a princípio tínhamos como hipótese, que quanto mais alta a remuneração maior o número de cursos e quanto menor o salário menor a incidência de cursos realizados.
A maioria dos participantes recebe salário entre R$ 466,00 e R$ 2.325,00 representados com 83,79% do total dos pesquisados sendo 52% deste total que participaram de um a dois cursos a cada 12 meses. Os grupos com faixa salarial acima também tem uma boa participação em cursos, observa-se que o grupo com salário acima de R$ 4.650,00 participa de mais cursos e com maior freqüência, enquanto que com o grupo com salário até R$ 465,00 acontece o inverso.
Concluímos com essa pesquisa que tanto homens quanto mulheres participam dos cursos, o estado civil não influencia na quantidade de cursos, pois tanto os casados e solteiros participaram de cursos nos últimos 12 meses. Os profissionais de serviços e indústria realizam mais cursos que as outras áreas e que a remuneração impacta diretamente na quantidade e freqüência de cursos realizados. E que apesar da crise as pessoas preocupam-se em investir em cursos, seja para manter e/ou melhorar a qualidade de seus serviços, bem como para assegurarem uma vaga no mundo do trabalho, qual está cada vez mais seletivo e competitivo.
Autores: Rosilene Dias Pereira, Rosane Maria Heinen e Sirlene Freitas da Silva são estudantes do curso Tecnológico em Gestão de Recursos Humanos da Faculdade Spei e Profissionais da área de Recursos Humanos.
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